SP São Pedro Apóstolo Matinhos, Paraná

Capelas/Comunidades

História, oração e presença pastoral nas capelas da paróquia.

Cada capela guarda uma memória própria de fé e serviço. Esta página reúne a criação das comunidades, suas imagens e os horários informados para a vida celebrativa e pastoral de cada uma.

Memória viva da fé

As capelas nasceram da oração do povo, do esforço das famílias, de doações, mutirões e da perseverança de lideranças comunitárias que mantiveram a fé viva em diferentes regiões de Matinhos.

Capela 1

Capela do Senhor Bom Jesus da Comunidade da Palmeirinha.

Capela do Senhor Bom Jesus da Comunidade da Palmeirinha
Capela do Senhor Bom Jesus A primeira comunidade religiosa católica de Matinhos surgiu na região da Palmeirinha.

História

Na década de 1930, esta primeira comunidade religiosa católica em Matinhos formou-se na região denominada Palmeirinha, por haver muitas palmeiras na região. Alguns moradores saíram em romaria a Iguape, no Estado de São Paulo, e trouxeram um pequeno quadro com a imagem do Senhor Bom Jesus. Entre eles estava Silvestre de Souza, que inicialmente cedeu um espaço em sua casa para o festejo do dia do Senhor Bom Jesus, comemorado em 6 de agosto.

Rezavam o terço cantado na casa dos moradores. A oração da Ladainha de Nossa Senhora era cantada em latim. Entre 1959 e 1960 foi construída a primeira capela, num espaço cedido em terreno de Antônio Dina, que sempre atraía romeiros da região. A arquitetura da capela teve participação de Eduardo Proste.

As famílias que mais colaboravam no crescimento espiritual foram: Silvestre de Souza, Basílio Pinto das Neves, Manoel Crisanto Ramos conhecido por Mané Joana, Antônio Dina, Amandio Crisanto, Leocádio Viana, Manoel Julio Viana, João Eulalio Ramos, Balduino Julio Ramos, Amélio Ramos, Alexandre Fernandes, Júlio Serafim, Idalício Crisanto, João Infância e suas esposas. Mané Joana era o capelão, que transmitia seus conhecimentos e sua religiosidade.

Felipe Mendes era quem preparava os fogos de artifício no dia do padroeiro, após os nove dias de novenas, com o serviço de comidas e bebidas aos frequentadores. A festa do Senhor Bom Jesus tinha início em 5 de agosto, dia de Nossa Senhora das Neves. Era erguido um mastro com a mais alta árvore que pudesse ser cortada. Depois de limpa, era pintada com cores fortes, formando listas, e em sua ponta era colocado um quadro do Senhor Bom Jesus, que permanecia até o dia 8 de agosto, quando acontecia um ritual para sua retirada.

Jacinto Felipe destacou-se como capelão e tocador de viola na década de 1970. Com a colaboração de Alexandre Leocádio, doador da área para a nova capela, e com os esforços de Jacinto Mesquita de Souza e Maria Tereza Miranda, juntamente com os filhos e netos dos pioneiros, a comunidade deu continuidade ao atendimento dos fiéis.

Em 2003, Jandira Maria Ramos Mendes elaborou este texto entrevistando antigos moradores: Felicidade Mesquita Ramos, João Infância, Jacinto Mesquita de Souza, Francisca Ramos, Elizio Júlio Viana e Maria Rosa Ramos.

Celebrações dominicais

1º e 3º domingo: Missa.

2º, 4º e 5º domingo: Celebração.

Vida de oração durante a semana

Segunda, 8h: Terço no cemitério, com a Legião de Maria.

Terça, 13h30: Meditação Alegria de Nossa Senhora.

Terça, 14h: Grupo de Mães.

Terça, 20h: Terço dos Homens.

Quarta, 15h: Novena do Perpétuo Socorro.

Quarta, 16h: Reunião da Legião de Maria.

Quinta, 15h: Terço com Adoração ao Santíssimo.

Sexta, 15h: Terço da Divina Misericórdia.

Encontros e atividades mensais

1ª quinta do mês: Missa nas casas.

1ª sexta do mês, 19h30: Hora Santa do Apostolado da Oração.

3ª sexta do mês, 19h30: Reunião do Apostolado da Oração.

3º domingo do mês, 15h: Encontro do MEJ.

Capela 2

Capela de Nossa Senhora Aparecida do Balneário Albatroz.

Capela de Nossa Senhora Aparecida do Balneário Albatroz
Capela de Nossa Senhora Aparecida A comunidade do Albatroz cresceu a partir da catequese e das celebrações realizadas em uma garagem.

História

Em 1990, o casal Idalírio Alves da Silva e sua esposa Ivone Custódio da Silva, zeladores da colônia de férias dos Oficiais da Justiça do Paraná no Balneário Guacyara, em nosso município, devotos de Nossa Senhora Aparecida, decidiram dar catequese para algumas crianças, filhos de moradores da região. A partir daí começaram a divulgar a ideia de criar uma capela no balneário.

O movimento teve adesão de mais pessoas, mas havia a necessidade de um local para a realização de celebrações. Por meio de conversas com moradores e veranistas, surgiu João de Lara, que possuía casa no balneário, e ofereceu a garagem de sua propriedade para ministrar a catequese e as celebrações dominicais. Os cultos dominicais, devido à dificuldade de vir um Ministro Extraordinário da Eucaristia de Matinhos, eram atendidos pelo então seminarista Adão Pawlak, que depois de sua ordenação sacerdotal viria a ser pároco da Paróquia de São José Operário, em Praia de Leste.

A Capela Nossa Senhora Aparecida do Balneário Albatroz foi fundada em 8 de março de 1991, no período em que o Padre Joaquim era o pároco da Paróquia de São Pedro Apóstolo de Matinhos. Contando com Idalírio Alves da Silva e sua esposa Ivone, Lauro Lemes de Pontes e sua esposa Angela, Assis de Oliveira e sua esposa Eurides em memória, Vicente Francisco Cerqueira e sua esposa Maria, José Reni Tadeu do Nascimento e sua esposa Jacira, Rubens Crisanto e sua esposa Ana Maria, Belmiro Cardoso em memória e sua esposa Mariza em memória, Manoel Crisanto em memória e sua esposa Maria, mobilizaram mais moradores para a construção da capela, realizando eventos e quermesses para angariar fundos.

O primeiro conselho teve como presidente Idalírio Alves da Silva e vice-presidente Lauro Lemes de Pontes, e na sequência assumiu a presidência Manoel Crisanto e depois Vicente Francisco Cerqueira. Após algum tempo, o prefeito municipal de Matinhos, Francisco Carlim dos Santos, intermediou a doação de um terreno para a construção da Capela Nossa Senhora Aparecida.

Foram recebidas doações de Manoel Crisanto, com panelões e chaleiras para a cozinha utilizadas nos eventos, e de José Reinaldo Mueller, gerente da Associação Banestado de Praia de Leste, que doou alguns milheiros de tijolos e barras de ferro. Padre Joaquim, após celebrar uma Missa na garagem juntamente com alguns Ministros Extraordinários da Sagrada Eucaristia, autorizou a construção da capela.

Contando com a dedicação de todos, desde 1991 a igreja vem crescendo e ficando cada vez mais bonita.

Celebrações principais

1º e 3º domingo, às 10h: Missa.

2º, 4º e 5º domingo, às 10h: Celebração.

Atividades semanais

Terça, 19h30: Terço dos Homens.

Quarta, 19h30: Novena do Perpétuo Socorro.

Sexta, 15h: Terço da Misericórdia.

Sábado, pela manhã e à tarde: Catequese.

Encontro mensal

1ª quinta do mês, às 19h30: Missa nas casas.

Capela 3

Capela do Divino Espírito Santo do Balneário Perequê.

Capela do Divino Espírito Santo do Balneário Perequê
Capela do Divino Espírito Santo A comunidade nasceu em torno de uma antiga escola de madeira doada para a evangelização.

História

A Capela do Divino Espírito Santo está localizada na Rua dos Currais, no Balneário Perequê, em Matinhos. A sua formação se deu em meados do ano de 1994, com a doação de uma escola de madeira, onde no início o povo começou a reunir-se para orações e formação catequética.

De acordo com os relatos das pessoas da comunidade que lideravam na época, foi o Padre Joaquim Raimundo Braz, que era pároco da paróquia naquele momento, quem designou o nome Capela Divino Espírito Santo. As pessoas que lideravam essa comunidade entre os anos de 1994 e 2000 foram Adão Carlos R. Santos, Neila Aparecida F. Santos e Amália de Mello Pimentel. Essa comunidade foi formada com a doação da escola pela prefeitura e de outra parte do terreno pelo Sr. Honestalio Ribas Pimentel.

Em meados do ano 2000, o Padre Dorivaldo Pinto de Góes designou o Sr. Adilson Mariano como primeiro presidente, o qual contou com os seus vices: no início Irineu Scopel e depois, por vários anos, Tadeu Balles. Contaram com a colaboração de Laércio Agassi e seu filho Sidney Agassi, do Restaurante La Bodeguita, além de Marli Dodorico e seu esposo Antônio Celso Marostica, em memória, da Panificadora e Mercado Pão D'Oro, com a arrecadação de fundos para a realização da obra.

No início do ano de 2014, assumindo como presidente o Sr. Aroldo, durante este período a comunidade foi crescendo e recebendo doações, e com o lucro das festas realizadas foi construindo a atual capela, pois a comunidade foi sempre unida e contou com a ajuda e doações de muitas boas famílias que moravam nos balneários, bem como a ajuda e as doações de turistas católicos que, quando estão por aqui para seu descanso, participam das celebrações na comunidade.

A comunidade no início recebia orientações dos ministros da Matriz, Calobá e Capela Nossa Senhora Aparecida do Albatroz, os quais vinham trazer as celebrações, terços e incentivar a catequese de crianças, jovens e adultos. Como o objetivo sempre foi evangelizar, a comunidade foi se fortalecendo na fé e adquirindo seus próprios ministros, sendo que hoje temos uma capela bem estruturada com salão de festas, faltando ainda as salas para a catequese.

No que diz respeito à questão religiosa, contamos com ministros da própria capela, equipe de liturgia e catequese. Com o passar dos anos, muitas pessoas, as quais não citaremos nomes, pois foram muitas, se disponibilizaram a participar do crescimento da nossa comunidade, pessoas que batalharam e sempre estavam dispostas a ajudar a manter nossa capela ao longo de todos esses anos nas nossas festas anuais, com serviços, doações, prendas, brindes para os bingos, venda de cartelas, rifas e muito mais.

Celebrações principais

2º e 4º domingo, às 10h: Missa.

1º, 3º e 5º domingo, às 10h: Celebração.

Atividades semanais

Domingo, 9h15: Terço dos Homens.

Quarta, 19h30: Novena do Perpétuo Socorro.

Sexta, 15h: Terço da Misericórdia.

Sábado, 9h: Catequese.

Encontro mensal

2ª quinta do mês, às 19h30: Missa nas casas.

Capela 4

Capela de Santa Luzia da Comunidade Cohapar-II.

Capela de Santa Luzia da Comunidade Cohapar-II
Capela de Santa Luzia A comunidade da Cohapar-II consolidou sua caminhada de fé com união, festas e mutirões.

História

A Capela de Santa Luzia da Comunidade Cohapar-II foi fundada no dia 27 de julho de 1992, data em que foi escolhida como padroeira da comunidade do Conjunto Cohapar-II, Santa Luzia. Nesse momento foi formada a primeira comissão: Presidente, Terezinha Graciotto; Vice-Presidente, Amélia Mendes; Secretária, Laís Alves; Vice-Secretária, Arlene Franzem; Tesoureira, Vilma Alves; Vice-Tesoureira, Rosilda Donato.

A primeira Missa foi celebrada no dia 26 de agosto de 1992 pelo então pároco Padre Joaquim Raimundo Bráz. Entre os dias 25 de julho e 1º de agosto de 1998, toda a comunidade se uniu para a realização de uma gincana com a finalidade de arrecadar materiais de construção para edificar o salão comunitário. Com a ajuda recebida na gincana, a comunidade conseguiu adiantar a obra, faltando pouco para a conclusão do salão.

A partir do ano 2000, José Lago e sua esposa Valdira Lago vieram residir no bairro e juntaram forças com a comissão e a comunidade, objetivando a construção da capela com o intuito de desenvolver as primeiras pastorais: dízimo, catequese, liturgia e ministério de música. Para tanto, contaram com a prestimosa colaboração de Jair Woziak e sua esposa Tereza Woziak.

Após a aprovação do projeto da capela pelo engenheiro e pelo Padre Joaquim, através de um pré-projeto de Valdira Lago, foi realizada a primeira festa da Comunidade de Santa Luzia, quando foi conseguido montante para iniciar a obra. No dia 18 de fevereiro de 2005 foi dado início à construção da Capela de Santa Luzia, com a aquisição dos pré-moldados que dariam sustentação à edificação.

A Comunidade de Santa Luzia contou e conta com os seguintes Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão: Luiz Antônio Nunes, Rosane Gonçalves Lima, Sebastiana Vila, Tereza Betez Woziak, Valdira Zago, José Zago em memória, Déniz José, Andréa, Elso Abreu, Ermisa e Marilza.

Celebrações principais

2º e 4º domingo, às 10h: Missa.

1º, 3º e 5º domingo, às 10h: Celebração.

Atividades semanais

Domingo, 8h30: Catequese.

Terça-feira, 19h30: Movimento Mães que Oram pelos Filhos.

Quarta-feira, 19h30: Novena do Perpétuo Socorro.

Encontro mensal

4ª quinta do mês, às 19h30: Missa nas casas.

Horários

Os horários desta página foram organizados conforme as informações repassadas pela paróquia.

Vida comunitária

Cada capela preserva uma identidade própria, mas todas participam da mesma missão paroquial em comunhão com a matriz.

Memória e continuidade

As histórias locais mostram a força das famílias, dos capelães, das lideranças e das comunidades na construção da fé em Matinhos.

Comunicação paroquial

Instagram, YouTube e secretaria ajudam a divulgar atualizações, programações especiais e avisos pastorais.